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Empresa desenvolve sistema para reduzir perda de água
Sensores eletrônicos e técnicas de inteligência artificial são usados no projeto
Adriana Leite DA AGÊNCIA ANHANGUERA aleite@rac.com.br
A perda de água na rede de fornecimento preocupa as empresas e causa desperdício de um produto cada vez mais precioso. Com o intuito de aprimorar a detecção dos vazamentos, o Venturus — Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica, instalado em Campinas, trabalha em um sistema que utilizará sensores eletrônicos e técnicas de inteligência artificial para resolver o problema. O projeto recebeu R$ 5,5 milhões de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros R$ 550 mil devem ser investidos, como contrapartida, por uma empresa parceira do instituto na iniciativa.
O sistema recebeu o nome de Detecção de Vazamento de Água Potável (DVAP) e o estudo terá duração de dois anos. O produto resultante do trabalho irá definir áreas nas quais existem potenciais vazamentos na rede. O método analisará os níveis de vibração nas tubulações e no solo para apontar os locais a serem verificados por uma equipe de campo. A tecnologia criada a partir do estudo do Venturus junto com uma empresa parceira vai baratear o custo do processo de detecção das falhas na rede e também vai nacionalizar componentes que até agora são importados de outros países.
O coordenador técnico do Venturus, Cassiano Becker, afirmou que o projeto começou a ser executado desde o início deste ano. Ele explicou que uma das formas usadas para observar problemas da tubulação é por meio da vibração e do som, que pode ser um indício de vazamento. “O projeto vai aprimorar a maneira como esse trabalho é feito, por meio de um sistema que utilizará sensores instalados na rede de distribuição, principalmente em áreas críticas, para indicar a ocorrência dos problemas na tubulação. Os equipamentos serão colocados estrategicamente e o trabalho será feito à noite, pois é o melhor período para a verificação de possíveis falhas”, disse.
Becker disse que o novo produto vai automatizar o processo de identificação. O projeto terá ainda sistemas embarcados com tecnologia wireless. “Ele também trará mais precisão, sem que as empresas tenham que fazer várias intervenções para encontrar o local exato no qual acontece o vazamento”, comentou. Ele explicou que o sistema também contará com um software para auxiliar na análise dos dados. “Depois de todas as avaliações, uma equipe irá até o local e fará o trabalho de campo”, acrescentou.
Becker disse que técnicas de inteligência artificial serão usadas no sistema, que será realimentado constantemente. Ele comentou que no mercado existem produtos semelhantes em operação, mas o custo é elevado porque os componentes são importados. Com o projeto desenvolvido pelo Venturus, o valor será reduzido. “Ainda não há como mensurar qual será o preço que ele chegará ao mercado. O prazo para a execução do projeto é de dois anos. Os recursos do BNDES são muito importantes e haverá uma contrapartida da empresa parceira”, comentou.
Mais projetos
O Venturus tem outros projetos que pleiteiam verbas junto a organismos oficiais para o desenvolvimento de novas tecnologias. O gerente de Pesquisa e Desenvolvimento do instituto, João Sato, afirmou que o DVAP é o primeiro projeto que tem como base a união entre inovação e a sustentabilidade. “Essa é uma tendência. Nós passamos a trabalhar na área de sustentabilidade com o projeto das redes de abastecimento de água potável”, disse. Ele comentou que há projetos aprovados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Um deles, segundo o executivo, é de tecnologia 3G embarcada em veículos. “A verba será de R$ 3,2 milhões”, detalhou. Outro trabalho semelhante, com 3G, pretende criar um “anjo da guarda” para atendimento remoto de pacientes. “Um carro médico será equipamento com banda larga e o atendimento poderá ser feito de forma remota entre a equipe em campo e uma outra dentro de um hospital, por exemplo”, explicou.
SAIBA MAIS
Com 15 anos de existência, o Venturus — Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica desenvolve softwares e sistemas para as áreas de Telecom, TI e Automação. O instituto tem 250 funcionários e atua em parceria com empresas e outras organizações. O Venturus desenvolve e transfere tecnologia por meio da criação de novos produtos e serviços.
Fonte: Correio Popular Digital |
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